Um furacão chamado Marina

Sábado / 30 Ago 2014 / 22h23

Era esperado, mas não uma mudança tão meteórica, como se fosse uma avalanche, para dar nova forma à estrutura da campanha presidencial brasileira. Marina Silva é agora, sem sombra de dúvidas, a franca favorita para se eleger no lugar que Dilma Rousseff imaginava ser dela. O Datafolha apresentou uma nova realidade, na mostra realizada para a Rede Globo e o jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa empurra a sucessão para um processo inesperado, impelido pelo destino que tirou Eduardo Campos da vida, na tragédia do jatinho em São Paulo. Com um crescimento de 13% da semana passada para esta, coloca a sucessão em absoluto empate técnico já no primeiro turno, entre Marina e Rousseff. A candidata do PSB impressiona ao colocar 10 pontos percentuais à frente da presidente no segundo turno, além de achatar Aécio Neves, empurrando-o para 15%. Provavelmente, retira-o em definitivo da disputa. As intenções de voto caem no colo de Marina Silva, que passa a ser uma espécie de fenômeno eleitoral brasileiro ou, se não for assim, a coloca com comandante da mudança, ou da “nova política”.