Caetité, pequenina e ilustre – Por Luzmar Oliveira

Domingo / 01 Mai 2016 / 18h59
Foto: Reprodução

Caetité e seus guetos

 

Outro dia estava batendo um gostoso papo com uma amiga e conterrânea, quando ela me disse: “Ora Luz, o chique de Caetité era morar na Rua Barão!” Dei uma boa gargalhada, mas acabei concordando com ela. Nós nos referíamos aos anos sessenta, claro. 

 

Caetité é uma cidade serrana, enladeirada, de clima agradável e muito frio no inverno. Chegou a ser cogitada, ainda na época do império, para ter um centro de tratamento da tuberculose, que seria no Hospital Regional, que para isso foi construído. Mas nunca aconteceu. E a Rua Barão de Caetité fica no seu ponto mais alto, tendo assim um clima muito mais agradável.

 

Concordei por diversos fatos. Era a maior rua da cidade, a mais habitada. E ali estavam todos os “doutores”. Os da medicina, os das leis... e uma grande leva de professores, que eram, assim, os cidadãos mais brilhantes e respeitados. Sim, pois naqueles tempos professor era respeitado, admirado, valorizado pela sociedade (embora nunca o tenham sido pelo governo, em se tratando de salário). Ali também havia morado o homem que deu seu nome à rua, o Barão de Caetité, Dr. José Antônio Gomes Netto, um nobre magistrado nascido em Ceraima (Guanambi, que àquele período pertencia a Caetité), e foi um grande líder político da nossa Vila Nova do Príncipe. E também o seu genro, Dr. Joaquim Manoel Rodrigues Lima, o primeiro governador constitucional da Bahia.