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Quinta / 13 Abr 2017 / 07h55
Foto: Dida Sampaio | Estadão Conteúdo

O ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria da Silva, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer comandou em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB. O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobrás. Segundo Faria, Temer delegou a Eduardo Cunha e a Henrique Eduardo Alves, então deputados e presentes ao encontro, a tarefa de operacionalizar os repasses. A reunião ocorreu no escritório político de Temer em São Paulo. Em nota, o Planalto afirmou que Temer "jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria", e afirmou que a narrativa "baseada em uma mentira absoluta". "O que realmente ocorreu foi que, em 2010, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras", diz o texto, divulgado na quarta-feira.